Deputada Fátima Pelaes, a nascitura que não foi abortada

Lenise Garcia

Quando dizem que os defensores da vida não olhamos para a mulher, costumo argumentar que 50% dos embriões que defendemos são mulheres. Na atual discussão, que o Estatuto do Nascituro é também “da Nascitura”…

Além disso, o aborto é uma “falsa solução”, que muito mal traz às mulheres que um dia o realizaram, como mostra um artigo de opinião que escrevi para o Correio Braziliense, à época do projeto cultura, cidadania e vida, que o Movimento Brasil sem Aborto realizou em Brasília no ano passado.

O corajoso e comovente depoimento da Deputada Fátima Pelaes na CSSF, logo antes da votação do Estatuto do Nascituro, e que pode aqui ser visto em vídeo, mostra bem como é compatível – mais do que isso, é coerente – ser uma grande defensora dos direitos das mulheres e, ao mesmo tempo, defender a vida desde a concepção.

Não há como negar que Fátima Pelaes é uma defensora das mulheres, isso está amplamente demonstrado pela sua vida parlamentar. Por outro lado, a história de vida que ela relata em seu belíssimo depoimento a mostra como uma nascitura que não foi abortada, mesmo tendo sido concebida em uma prisão, fruto de um abuso. Mostra também como é impossível prever o futuro de uma criança nascida nessas condições, pois a superação das dificuldades é parte da vida humana.

Procurando saber um pouco mais sobre ela, descobri essa bela entrevista que ela respondeu por ocasião do Dia das Mães.

Congratulo novamente a nobre deputada pelo seu magnífico posicionamento.

7 Comentários

Arquivado em Tramitações no Congresso Nacional

7 respostas para Deputada Fátima Pelaes, a nascitura que não foi abortada

  1. Sérgio Manchester

    O aborto é assassinato contra inocentes indefesos, e ainda por motivo fútil, que é o tal argumento “a mulher é dona de seu corpo”.
    Como pode essa falácia ser o mote para o extermínio de seres humanos ainda no ventre?

  2. Patrícia Bernardo

    Gostei muito desse texto e de ter visto o depoimento da deputada.
    A cultura de morte tenta argumentar a favor do aborto, dizendo que muito sofrimento pode ser evitado caso ele ocorra. Mas não podemos perder de vista a capacidade humana de superação como bem colocado pela deputada.

  3. Audrey Katterynne

    Bom, ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, o único tem o direito de tirar a vida de alguém é Deus, eu sou contra o aborto em hipotesse alguma pois a criança que esta sendo gerada não tem culpa de ter sido concebida. Que Deus abençoe a todos.

  4. Maria Helena Gordoni

    Fico muito satisfeita em verificar que tantas pessoas ainda defendem a vida desde a concepção. Recentemente vivi na família a situação de um aborto espontâneo e ficamos muito tristes ao ouvir do hospital que não poderíamos sepultar o bebê porque ele ainda tinha apenas 12 semanas. Por que nossa legislação não prevê esse direito aos familiares? Somos católicos, e acredito que todo cristão gostaria de poder sepultar os seus. O estatuto do nascituro poderia prever esse direito, pois é muito duro deixar a criança no hospital para ser ‘descartada’.

  5. Pingback: Abaixo-assinado pela aprovação do Estatuto do Nascituro – assine e difunda! | Movimento Nacional da Cidadania pela Vida Brasil sem Aborto

  6. Pingback: Abaixo-assinado pela aprovação do Estatuto do Nascituro, assine e divulgue !! « Vida, Família e Paz

  7. Rosana Santos

    E se nos colocarmos no lugar desses irmãos e irmãs que não conseguem ter esta maravilhosa experiência que é a VIDA? É só através dela que podemos lapidar o diamante bruto que somos. Uma após a outra. Se Deus nos dá esta oportunidade de crescermos, por que achamos que temos o direito de tirá-la dos outros?

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